Perguntas e Respostas com Boyd Tinsley 31/7/2006
P: A maioria das bandas só faz turnês quando lança um novo disco, mas isso parece não importar para a Dave Matthews Band.
R: Nós começamos fazendo muitas turnês, antes até de termos um disco lançado. Sempre fazemos turnês. Essa é a vida dessa banda, estar na estrada. Não esperamos por um lançamento para sair em turnê. Nós simplesmente fazemos turnê todo ano porque é ótimo ver um anfiteatro ou um estádio lotado de pessoas curtindo a sua música. E nós sentimos o mesmo que vocês sentem.
P: Como serão as músicas do próximo disco?
R: Estivemos trabalhando com o mesmo produtor do Stand Up, Mark Batson. Acho que o som, de música a música, definitivamente será bem diferente, bastante diferente. Acho que serão um pouco mais animadas do que as músicas do Stand Up, e soarão mais à Dave Matthews Band. Mas também estamos tentando mudar, experimentar e ir a lugares diferentes, como fizemos no último disco, quando comecei a tocar bandolim por exemplo. E Dave vai misturar bastante guitarra e violão, o que com certeza vai nos levar ao próximo patamar.
P: Como vocês fazem para escolher o setlist dos shows?
R: Nós temos em arquivo no computador os setlists de cada show que fizemos em cada cidade, e tentamos não repetir muitas das músicas que tocamos ali nos shows anteriores. Essa é a primeira coisa. Toda noite na turnê nós mudamos o setlist, porque temos muitos fãs que nos seguem de show em show. Queremos garantir que os fãs hoje vejam algo que eles não viram ontem.
P: Existem músicas que vocês simplesmente não podem deixar de fora de um setlist nunca?
R: Acho que não. Nossos setlists podem mudar radicalmente de uma noite para outra. Não existe nenhuma música que dizemos "temos que colocar essa no set hoje". Mesmo quando estamos lançando um disco novo e temos um novo single, não necessariamamente vamos tocá-lo toda noite. Nosso show é nosso show e nosso disco é nosso disco, e nós não os misturamos obrigatoriamente.
P: Qual o total de músicas das quais vocês podem escolher?
R: Nós temos mais de 100 músicas, é um tanto quanto bom. Mas não podemos ensaiar todas as 100 músicas. Nós montamos um grupo de umas 40 músicas e vamos colocando-as em rodízio durante toda a turnê.
P: Você tem uma música preferida que gosta de tocar em um show?
R: Eu gosto muito de Lie In Our Graves, porque tem um solo bem aberto e é o tipo de canção que pode ir em muitas direções diferentes. É divertido ver o que pode acontecer. Ants Marching é uma música que sempre agrada e anima muito a platéia, e é uma das que tocamos desde o comecinho da banda. É uma dessas músicas que aparecem sempre.
P: Algumas pessoas consideram a Dave Matthews Band como a herdeira do Grateful Dead. Você concorda?
R: Não sei quanto a isso... Eles foram uma grande banda, lendas absolutas. Eu não acho que nós necessariamente seguimos os passos deles. A comparação acontece porque somos uma banda que está sempre na estrada e temos uma grande base de fãs. Nós temos muito orgulho disso.
P: Vocês são uma jam band?
R: Nós não gostamos de nos rotular... Não saberiamos nem como nos rotular, porque nosso som é uma mistura de rock, jazz, folk, muitos elementos diferentes. Só gostamos de pensar em nós mesmos como músicos tocando música honesta e abertamente.
P: Como foi para você fazer um lançamento solo fora da banda? (em 2003 Boyd lançou o disco solo True Reflections)?
R: Foi assustador de certa forma, mas foi uma ótima experiência de aprendizado. Eu aprendi muito em matéria de composição e pude experimentar em várias direções diferentes. E realmente foi muito bom, ajudou muito especialmente no último disco com a banda, quando todos nos juntamos para compor novas músicas.
P: Você tem planos de um segundo disco solo?
R: Eu tenho escrito e composto novas músicas no meu estúdio... mas não tenho planos imediatos para lançar outro disco. A banda tem estado bem ocupada. Mais pra frente acho que eu lançarei outro disco.
P: Como aconteceu de você compor a música tema para o torneio de Wimbledon, The Ghost of Wimbledon?
R: Eu sempre amei o esporte tênis, e Wimbledon é o maior evento de tênis que existe. A ESPN sabia que sou um grande fã do esporte, e eles conheciam meu trabalho como músico. Me diverti muito fazendo a música. É uma melodia mais clássica, que captura o heroísmo e grandeza de Wimbledon.
Entrevista cedida a Kevin C. Johnson, em 28 de maio de 2006.
Créditos: Tradução: Nathalie Colas
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