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DMB
Viagem DMBrasil 2006 29/8/2006

Eu e o Rodrigo Simas, webmaster da DMBrasil, acabamos de assistir a 3 shows da Dave Matthews Band na Flórida: dia 9 de agosto em Tampa e dias 11 e 12 em West Palm Beach. Esse foi o quarto ano que o Rodrigo assiste aos shows da DMB e meu primeiro. E foi a primeira vez que assisti a banda ao vivo. Estou escrevendo esse texto como um pedido do site, como um relato dos dias na estrada, interagindo com os próprios membros da DMB, com a equipe e com amigos que encontramos durante esses dias inesquecíveis.

Nosso dia a dia era acordar, comer, dar uma rápida volta na cidade e correr pro local do show, que já começa a ferver muito cedo, por volta das 2 da tarde. Pegamos os passes e ingressos e entramos. Entre indas e vindas entre o Lounge (local onde alguns convidados da banda ficam antes dos shows) e o backstage, tive o privilégio de conhecer quase todos músicos da DMB. O único que não encontramos foi o Boyd, que praticamente só aparece na hora do show e dificilmente sai do ônibus para outra coisa.

Toda hora encontrávamos algum deles, mas eles estavam sempre apressados indo a algum lugar ou com alguém da equipe chamando, principalmente o Dave. É tudo muito corrido, o ritmo de trabalho da equipe e da banda é muito grande. Mas mesmo assim, conseguimos falar com eles várias vezes, menos com o Stefan, que falamos muito rápido.

Conversamos bastante com o Leroi (que estava decepcionado com o desempenho da seleção brasileira na Copa), o Carter, o Butch, o Dave e o Rashawn. Este último eu já conhecia do show do Soulive no Rio. Ele continua muito querido. O Butch é uma simpatia, sempre sorrindo. O Carter é tudo isso multiplicado por um milhão. Com certeza ele é a pessoa mais simpática e feliz que eu já conheci e que provavelmente vou conhecer durante toda a vida. E o Dave é o Dave. Quieto, sempre andando de um lado para o outro, sorrindo para todo mundo que encontra, muito simples e atencioso, pedindo desculpas pela voz da noite anterior.

Mas o que mais me impressionou, em todos eles, é que são pessoas completamente normais. A gente cria ídolos na cabeça e não se dá conta que eles também são como a gente: que tem família, que brincam com os filhos, que andam descabelados, de bermuda e chinelo e, principalmente, que tratam todo mundo igual e com muito respeito, desde o porteiro do anfiteatro até o policial que faz a escolta deles. Ver eles trabalhando no meio de várias outras pessoas que tratam eles como “simples mortais” me fez respeitar e admirar ainda mais cada um deles. Acho que isso faz eles parecerem mais normais e tira aquela fantasia que a gente cria deles (que pelo menos eu criava). O que consegue resumir isso foram duas frases que ouvi, logo no primeiro dia, ao ser apresentada a eles: “Hi, I’m Stefan”, e não mais de 15 minutos depois: “Nice to meet you, I’m Dave”.

Claro que fiquei nervosa ao encontrar todos. Não conseguia falar uma palavra e não consegui parar de sorrir. Mas isso foi fácil perto do que é assistir aos shows. Isso sim é emocionante e quase desesperador. Passei praticamente os dois primeiros shows chorando em todas as músicas. A minha ficha só caiu no fim do primeiro show. Só acreditei que estava ali antes do bis. É uma sensação realmente impressionante.

Acho que os shows pra mim foram talvez mais emocionantes que o normal por eu nunca ter assistido antes e principalmente por eu ter uma ligação muito forte com a DMBrasil. Mesmo que indiretamente, eu vivo o dia-a-dia do site há 6 anos, vejo o trabalho que todo mundo envolvido tem. E ver a banda ao vivo só comprova que todo esse trabalho vale a pena.

Acho que por mais que eu fale e tente contar como são os shows, infelizmente não tem como descrever. Pelo que o Rodrigo falava dos shows e pelos DVDs, eu achava que sabia o que esperar. Mas durante o show eu percebi que não tinha a mínima idéia do que é ver a DMB ao vivo. Eu sabia que "ia morrer", que ia me esguelar em todas as músicas e pular até fazer bolhas (literalmente). Mas ver o palco com todos eles, com aquele som impressionante e com as luzes todas é inacreditável. E, além disso tudo, é a realização de um sonho.

Claro que eu não vi todas as músicas que eu queria. Ainda mais algumas que eu adoro e que eles estão tocando na turnê e não tocaram nesses shows, como Digging a Ditch, The Song That Jane Likes e Lover Lay Down. Mas mesmo assim acho que os sets que vimos foram maravilhosos. Até porque várias das minhas preferidas foram tocadas.

Todas as músicas, até aquelas que a gente gosta menos, ficam absurdamente boas. Eu sempre achava que eles tocavam excessivamente Too Much. Mas no último show eu torci para ver de novo essa e todas as outras que já tínhamos visto. Quem tiver a mínima chance de ir em algum show, não pense duas vezes. Vale muito a pena todo o dinheiro gasto. E quem estiver indo agora, se prepare, a Dave Matthews Band é muito mais do que você acha que é.

Diedre Damásio
Bartender e primeira dama da DMBrasil.



Créditos: Diedre Lauffer Damasio

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