Terça-feira, 14 de abril. Acordo empolgado por saber que muito provavelmente terei a oportunidade de escutar ao vivo e em primeira mão algumas das músicas do tão aguardado Big Whiskey & The Groogrux King. O aquecimento para os shows (Madison Square Garden e Izod Center) já havia começado no sábado, com a banda One Sweet World. O grupo é formado basicamente por fãs de DMB do estado de NY, e que participa ao longo do ano de encontros organizados por membros da Warehouse e antsmarching.org, tocando em bares em diversos estados. Por sorte, vieram tocar em um bar em Massachusetts, e fui conferir. O violinista e o vocalista são impressionantes! Valeu como aperitivo para os shows que estavam por vir...
Mas voltando ao que interessa... estou no carro na fila do estacionamento em frente ao Madison Square Garden, e está difícil conter o frio na barriga. Após encontrar meu assento, é hora de relaxar e esperar. A abertura ficou por conta do The Roots (banda do programa Late Night with Jimmy Fallon da NBC), que se esforçou muito nos 30 minutos que teve para aquecer a platéia.
Já é quase 20:30h, as luzes se apagam novamente, e como se fosse uma peça de teatro, as cortinas negras se levantam, e através da pouca iluminação a silhueta de cada membro da banda aparece por trás do imenso pano que cobre o palco. Através dos primeiros acordes já dá para perceber que Don’t Drink The Water vem por aí, e como num passe de mágica a cortina cai no exato momento em que a banda e a platéia explodem com a introdução. Cornbread vem em seguida, mas exatamente igual a versão tocada em praticamente todos os shows do ano passado.
Funny The Way It Is
A terceira música da noite é o novo single, Funny The Way It Is. Gostei bastante, mas muito longe de empolgar... o negócio era esperar com calma porque era bem provável que mais novidades viriam...e que novidades!!! Quando escutei os primeiros acordes não me contive e meus olhos umideceram. Raven!!! Após praticamente 3 anos, essa que na minha opinião é Top 3 do Busted Stuff, reaparece para iluminar a platéia. Demorou um pouco para a multidão de mais de 20 mil pessoas acreditar no que estava ouvindo. Prazeroso ver a reação das pessoas, fãs se abraçando e comemorando como se seu time do coração tivesse ganhado o campeonato.
You Might Die Trying é a próxima, e não decepciona. Pra falar bem a verdade, nunca fui muito fã dessa música, mas comecei a escutar com mais carinho desde a turnê de 2008. E tenho que reconhecer que foi uma das melhores da noite. Spaceman aparece em seguida, mas não empolga. A letra é bem fraca (lembra Dreamgirl), e me deixou com receio em relação ao novo album. Se pudesse julgar pela amostra que rolou até agora (sei que ainda tem muitas músicas por vir), diria que são superiores à média das gravações dos álbums Everyday e Stand Up, mas inferiores à todos os outros lançados. Não significa que seja ruim! Está correspondendo às minhas expectativas, mas não superando.
Raven
Daqui pra frente o setlist é matador, e mesmo com todos os shows que ainda estão por vir em 2009, arrisco dizer que esse será um dos melhores até o fim do ano. Não digo apresentação, mas como setlist sim. Dancing Nancies, seguida por Pig (que não aparecia nos shows desde 2007)!!!!! Nesse momento (entre uma música e outra) o Jeff se afastou completamente da banda, e só voltou ao palco depois de ser chamado pessoalmente pelo Stefan (que adotou os óculos de grau definitivamente na turnê). Parece que o motivo foi que no setlist original iria rolar Granny, mas em cima da hora resolveram colocar Pig.
Mesmo com essa explicação que faz sentido total, o Jeff não parecia estar muito à vontade e muito longe do que vimos nos shows do segundo semestre do ano passado. Opinião que mudei completamente após o show do dia seguinte (mas contarei depois). Mais uma surpresa na noite! O Dave anuncia que tem um amigo na platéia que irá fazer uma participação e se juntar à eles no palco. Trata-se do mestre Gregg Allman da The Allman Brothers Band!!! Melissa é sempre doce e gostosa de escutar (apesar de eu preferir com a banda original). Recently vem em seguida, mas finalmente com a versão completa (jam sensacional com o Tim!!!). Uma parte do público tentou puxar a introdução com Sunshine on My Shoulders do John Denver, mas não rolou... muito bom de qualquer jeito! Acho que essa música será participação constante nos sets dessa turnê.
Why I Am
So Damn Lucky excelente como sempre, mas sem nenhuma novidade, seguida por #27 e Why I Am, que teve uma aceitação boa por parte do público, acredito que principalmente pelo fato do Dave ter citado que essa era a favorita do Leroi dentre as novas (apesar da participação de metais nessa música ser mínima). Ants Marching, seguida por versões inpiradas de mais de 17 min cada de #41 e Two Step encerraram o setlist antes do encore. Essa trinca foi de matar.
Depois disso, eles poderiam até fazer um encore com Gravedigger e Louisiana Bayou que ainda assim sairiam ovacionados. Mas FELIZMENTE o final não foi esse... Sister, e logo depois Tripping Billies!!! O final foi excelente, mas por causa do curfew (horário limite para os shows acabarem) que era as 23h, rolou uma versao de pouco mais de 5 minutos.
Hora de ir para casa (3 horas de estrada!), porque amanhã tem mais...